Um absurdo

21/05/2020 17:46

"Esse limite transcendente que inflama todo o nosso desejo de ser é, entretanto agrega Sartre, um estado em si mesmo contraditório, pois na consecução de seu objetivo o por-si se destroi, transformando-se numa coisa irremediavelmente morta. Deus, para Sartre um absurdo, pois segundo ele é impossível conceber com o que é por natureza livre, instável e imprevisível (e tais são os caracterísitcos do por-si) possa, sem perder sua índole, solidificar-se na identidade satisfeita do em-si. Se quisermos a imobilidade nirvânica do em-si, perderemos a consciência e a liberdade, já que a consicência é fruto da negação e da impugnação do dado; se, pelo contrário, quisermos a consciência e a liberdade, estaremos condenados aos trabalhos da vida, à instabilidade e à insatisfação."

 

Vicente Ferreira da Silva, Dialética das consciências


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