Sucessão infinita de acontecimentos

04/10/2018 12:49

"Numa visão leibniziana do mundo, portanto, a existência a partir do ponto de vista de cada um, com menor ou maior grau de consciência (e aqui não se pode esquecer de Peirce: 'Só entendemos o que estamos prepardos para interpretar'), ou de uma época (onde vivo levado pelo cotidiano, onde estou inserido sem me dar conta de que estou em movimento) acontece a partir de inflexões permitidas pelas dobras (das páginas do jornal diário). Isto quer dizer que 'uma linha que não é reta apresenta singularidades intrínsecas, ou seja, é uma linha de inflexões [...] Isso quer dizer que o que conta é o acontecimento. O acontecimento é a inflexão. A inflexão é a figura abstrata do acontecimento. O acontecimento é o caso concreto de inflexões. E o mundo, o que é? É uma sucessão infinita de inflexões ou acontecimentos que são chamados estados do mundo (Gilles Deleuze)'."

 

Djalma L. Benette, Em branco não sai - Um olhar semiótico sobre o jornal impresso diário


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