Freud sem provas

15/02/2016 12:54

"A explicação se busca e se domonstra; a chave de um enigma se adivinha e, uma vez adivinhada. age instantâneamente; não há necessidade nem mesmo de argumentar: o véu cai e os olhos se abrem, basta pronunciar a palavra mágica. Cada um dos primeiros físicos da velha Grécia abriu tudo sozinho, de uma só vez; dois séculos depois, a física de Epicuro será ainda um romance desse gênero. O que pode nos dar uma ideia de tudo isso é a obra de Freud, e é espantoso que sua estranheza cause tão pouco espanto: opúsculos que desdobram o mapa das profundezas da psique, sem a mínima prova, sem nenhuma argumentação, sem uma exemplificação, nem mesmo em nome da clareza, sem a menor ilustração clínica, sem que se possa entrever de onde Freud tirou aquilo e como sabe de tudo aquilo; da observação de seus pacientes? Ou, mais provavelmente, dele mesmo?" 

Paul Veyne, Os gregos acreditavam em seus mitos?


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