Expansão de São Paulo

29/09/2015 10:21

"O viaduto do Chá, o Theatro Municipal e a reforma do Anhangabaú selaram o destino de São Paulo: a centralidade da cidade tomaria o rumo oeste da colina histórica. É esta a conclusão do urbanista José Geraldo Simões Jr., autor do elucidativo  Anhangabaú, história e urbanismo. O antigo morro do Chá, rebatizado de 'cidade nova', logo seria chamado de 'centro novo', com eixo na rua Barão de Itapetininga. O Anhangabaú deixaria de ser o 'quintal dos fundos', como escreve Simões Junior, para virar jardim de frente da cidade. Depois dos investimentos que iam do viaduto à praça da República, não havia mais possibilidade de o Centro expandir-se para o lado leste, sacramentado na condição de região de fábricas e bairros operários. A centralidade, ao longo do século XX, tomará a inflexão sudoeste, e sucessivamente subirá até a avenida Paulista, descerá do outro lado, em busca da Brigadeiro Faria Lima, e até testará novos ares junto ao rio Pinheiro, na avenida Luís Carlos Berrini. Guiava-se pela lei não escrita de acompanhar os bairros residenciais de mais alta renda."

Roberto Pompeu de Toledo, A capital da vertigem - Uma história de São Paulo de 1900 a 1954 


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