Essência do que somos

06/01/2019 15:32

"Por um breve período, tive pensamentos recriminatórios sobre o fracasso humano em olhar além de nós mesmo, para a infinitude do vasto universo: temos tão pouca ambição! Daí li um discurso sobre o problema das escalas em ecologia, proferida pelo ecólogo Simon Levin. E quando o li, dei-me conta de que nós mesmos somos parte deste experimento, e nossa consciência errática é parte do que nos torna humanos. Levin disse que o mundo precisa ser estudado em múltiplas escalas de tamanho, tempo e organização; não há escala 'certa'. De fato, a escala na qual vemos o mundo é um produto de como evoluímos e como continuaremos a evoluir. 'O observador impõe um viés perspectivo pelo qual o sistema é visto. Isto tem um significado evolutivo porque todo organismo é um 'observador' do ambiente, e adaptações ao longo da história da vida, tais como dispersão e dormência, alteram as escalas perspectivas das espécies e a variabilidade observada.' Para os humanos e cupins, esses limites em nossa percepção do mundo são mesmo a essência de quem somos."

 

Lisa Margonelli, vice-editora da revista Zócalo Public Square e autora de livros sobre ciência, em artigo Cupins e círculos de fadas, publicado na revista Scientific American Brazil de novembro de 2018


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